Cidades Destaque
Publicado em 14/07/2016 às 14:49 - Autor:

Faturamento do comércio regional é o pior do Estado, diz Fecomercio

Comercio-

Enfraquecido pela queda nas vendas dos bens de consumo duráveis e semiduráveis, o comércio varejista de Presidente Prudente e região registrou uma queda de 0,2% no comparativo entre o primeiro quadrimestre deste ano e o mesmo período de 2015. Nos primeiros quatro meses de 2016, a receita do comércio regional atingiu R$ 2.666.926.535,00, enquanto que, no ano anterior, o rendimento foi de R$ 2.674.725.103,00. No acumulado do ano, o recuo foi um pouco maior, de 0,3%. Já nos últimos 12 meses, a retração foi de 5,5%. Trata-se do pior faturamento do comércio estadual.

Os dados foram divulgados pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), por meio da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista). Na região de Prudente, a pesquisa considera a quantia de 56 municípios, pertencentes à DRT-10 (Delegacia Regional Tributária), da Secretaria da Fazenda estadual.

O levantamento leva em consideração 16 regiões de todo o Estado. Sendo que, de acordo com a entidade, a região de Prudente representa o pior faturamento do comércio estadual. A redução nos lucros do comércio durante os primeiros quatro meses deste ano, frente ao mesmo período de 2015, foi impulsionada, sobretudo, pela contração nas vendas relacionadas ao setor dos bens de consumo duráveis, que são aqueles que podem ser utilizados várias vezes durante longos períodos, e semiduráveis, que envolve os produtos que vão se desgastando aos poucos, como calçados e roupas.

E foram justamente as lojas de vestuário, tecidos e calçados que tiveram o maior encolhimento no comparativo, com uma queda de 20,4%. Entre janeiro e abril de 2015, o faturamento do setor atingiu R$ 146.740.715,00, enquanto que, neste ano, o saldo fechou em R$ 116.690.018,00. As concessionárias de veículos acompanharam a tendência e fecharam o quadrimestre com uma perda de 15,9% nos rendimentos, dos R$ 266.847.592,00 obtidos em 2015, contra R$ 224.285.508,00 neste ano.

Saldos
Outros ramos que registraram retração foram o de móveis e decoração, com uma queda de 11,1%; de eletrodomésticos e eletrônicos, com -8,1%; e o de materiais de construção, com um encolhimento de 3,8%. Por outro lado, o setor de autopeças e acessórios fugiu da regra e fechou o período com uma alta de 6,4%, resultado dos R$ 53.583.948,00 faturados em 2015, contra R$ 57.028.365,00 neste ano, uma diferença de R$ 3.444.417,00.

A elevação no faturamento ainda foi obtida em outros três setores, todos ligados aos bens de consumo não duráveis, aqueles feitos para serem consumidos imediatamente, ou aos bens essenciais. O setor de farmácias e perfumarias cresceu 6,4% entre os períodos, passando de um lucro de R$ 216.537.457,00 em 2015, para R$ 230.407.868,00 neste ano. Já o rendimento dos supermercados teve uma elevação de 3,2%, enquanto que o item “outras atividades”, que abrange inclusive a venda de combustíveis, teve um fortalecimento de 5,4%.

O Imparcial

Comentários