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Publicado em 21/06/2016 às 14:23 - Autor:

Professores da Unesp também aderem à greve em Presidente Prudente

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Nesta terça-feira (21), a Assessoria de Imprensa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) informou que os professores do campus de Presidente Prudente aderiram à greve na instituição. De acordo com a Unesp, “como os alunos estão paralisados, é difícil avaliar a paralisação ainda”.

Conforme a nota, “a universidade informa que está aberta ao diálogo, recebe as pautas de reivindicação sempre que apresentadas e as conduz em suas instâncias administrativas nas unidades e na Reitoria”. Em 30 de maio, após reunião entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis, que representa as classes trabalhadoras de servidores docentes e técnico-administrativos, a universidade manteve a sua proposta de reajuste de 3% sobre o salário de maio e se comprometeu a conceder esse aumento assim que as suas condições orçamentárias e financeiras permitirem.

Os estudantes entraram em greve no dia 2 de junho com o objetivo de reivindicar melhorias em benefícios estudantis como também no próprio campus. Nos dias 19 e 24 de maio, os alunos já haviam paralisado as atividades na instituição de ensino como forma de alcançar as metas elaboradas.

Eles cobram o repasse de verbas referentes a bolsas de estudos, que, segundo o grupo, têm sido cortadas nos últimos anos, além da construção de um novo bloco de moradia estudantil e do aumento de mais 200 refeições até o fim deste ano no Restaurante Universitário (RU) do campus.

Outra exigência do movimento é a contratação de um psicólogo para prestar atendimentos de saúde mental aos discentes, docentes e servidores da faculdade. A adequação de acessibilidade no campus também é reivindicada pelos alunos.

Já no dia 3 de junho, foram os servidores técnico-administrativos do campus que entraram em greve. A decisão foi tomada em uma assembleia geral, realizada no dia anterior, na qual os 59 servidores participantes votaram por unanimidade pelo movimento.

Conforme o comunicado do sindicato, o motivo da greve “é a insatisfação perante a falta de reajuste imediato dos salários, tendo em vista a proposta insuficiente indicada pelo Cruesp [Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas], a qual sequer será atendida pela universidade”.

O sindicato apontou ainda que “esta e diversas outras pautas relacionadas pelo Fórum das Seis, como contratação de servidores, aumento dos benefícios, reconstituição do ADP [Acompanhamento de Desenvolvimento Profissional] e das promoções por graduação balizam este e todos atos que têm surgido em vários outros campi da Unesp”.

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