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Publicado em 02/08/2016 às 10:49 - Autor:

Termina sem acordo audiência entre JBS, Ministério Público e sindicato em Presidente Venceslau

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Terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira (1º), na 1ª Vara do Trabalho de Presidente Venceslau, envolvendo representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), da empresa JBS S/A e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, com sede em Presidente Prudente. O encontro foi marcado após a Justiça do Trabalho suspender a demissão em massa realizada na unidade do Frigorífico JBS em Presidente Epitácio, até que sejam feitas as negociações com o sindicato da categoria.

Junto ao Ministério Público, o sindicato afirmou que o interesse do processo é manter os empregos e declarou que não tem uma contraproposta pecuniária no momento. Ainda foi apontado que as tratativas feitas após o dia 15 de junho de 2016 pararam devido à suspensão das demissões, conferindo férias coletivas e que a entidade representante dos trabalhadores foi procurada após efetivadas as demissões, estas de que o sindicato tomou conhecimento pelos próprios empregados, conforme consta a ata da audiência.

A empresa não concordou com a contraproposta de manter a unidade de Presidente Epitácio aberta, relatando que é inviável, não somente por questões financeiras, mas também pelo fato de que a diretoria já deliberou sobre o fechamento do local por diversos fatores. Com isso, requereu que outra contraproposta seja apresentada consubstanciada na indenização a título de compensação financeira.

Sobre a proposta, o MPT apontou os termos de que “o pedido de mediação para eventual negociação coletiva, feito pelo Ministério Público do Trabalho, é sucessivo ao pedido de nulidade das dispensas, ou seja, o Ministério Público do Trabalho só concordaria em realizar a negociação após a apreciação da primeira tese exposta na inicial”.

O sindicato se manifestou dizendo que “tem como postulação principal, neste feito, a manutenção dos contratos de trabalho com nulidade das dispensas em massa ocorridas. Subsiariamente, em caso de não atendida essa postulação principal, é que se postula reparações por despedida ilegítima (arbitrárias) e despedidas massa sem prévia negociação coletiva”.

G1 Presidente Prudente
Foto: Murilo Zara/TV Fronteira

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